Clima chuvoso provoca perdas no campo em SC e afeta indústria do vinho

O excesso de chuva já prejudicou as lavouras de trigo no Oeste catarinense, obrigou o replantio de pelo menos cinco mil hectares de arroz no Vale do Itajaí, casou doenças e estragou lavouras de cebola e alho.

Com a previsão de que novembro será bastante chuvoso em Santa Catarina, em virtude do El Niño, os produtores de várias culturas estão preocupados. No Sul não dá para plantar o arroz. O plantio de milho já apresenta algum atraso e a soja também pode ser afetada. O produtor Flávio Fonseca, de Chapecó, que já teve perdas na colheita do trigo, iria começar o plantio de soja ontem e teve que adiar em virtude da chuva.

Falta de sol afeta pastagens e aumenta custo para produzir leite

A falta de sol também afeta o desenvolvimento das pastagens. De acordo com o secretário adjunto de Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, com menos luminosidade há menos fotossíntese e o desenvolvimento da vegetação é menor. Com isso os produtores terão que buscar suplemento de alimentação, o que aumenta o custo de produção de leite e carne bovina.

A fruticultura também deverá ter prejuízo. A vitivinicultura, por exemplo, acaba produzindo uvas e vinhos com menor teor de açúcar, o que diminui a qualidade dos vinhos. O produtor que tiver perdas superiores a 30% de sua lavoura pode acionar o banco onde fez financiamento para tentar acionar seguro.

Fonte: http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/de-ponto-a-ponto/noticia/2015/11/clima-chuvoso-provoca-perdas-no-campo-em-sc-4892622.html

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Comissão de Agricultura aprova Rota Catarinense da Uva e do Vinho

A Rota prevê um roteiro pelas cinco principais regiões produtoras no estado: Sul, Serra, Meio Oeste, Oeste e Vale

A Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa aprovou, na manhã de terça-feira (20), o Projeto de Lei do deputado Padre Pedro Baldissera (PT), que prevê a criação da Rota Catarinense da Uva e do Vinho. O parlamentar comemorou mais uma etapa para aprovação da proposta, que busca valorizar não só o setor vitivinícola como impulsionar o enoturismo no Estado.

A Rota prevê um roteiro pelas cinco principais regiões produtoras no estado: Sul, Serra, Meio Oeste, Oeste e Vale. “Temos 30 municípios em Santa Catarina com produção qualificada e em quantidade, e que precisam de apoio para desenvolver todo o potencial na vitivinicultura e no enoturismo. Isso incentiva uma cadeia gigantesca, que inclui produção industrial, artesanal, geração de emprego e renda no campo e na cidade”, afirmou Padre Pedro.

A proposta segue agora para análise na Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa.

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Fonte: http://portalgc.com.br/noticia/13266/comissao-de-agricultura-aprova-rota-catarinense-da-uva-e-do-vinho

Terroir feminino: presidente da Villa Francioni, Daniela de Freitas comemora os 10 anos da vinícola

Está cada vez mais distante a associação exclusiva do vinho com o universo masculino. E Daniela Borges de Freitas, presidente da Vinícola Villa Francioni há sete anos, ajuda a comprovar que transitar com propriedade e sucesso nesse encantador universo independe de gênero. Premiada em pelos menos 10 distinções brasileiras, a vinícola boutique de São Joaquim que, sob a batuta de Daniela se tornou referência entre os vinhos finos nacionais, está prestes a completar 10 anos de produção – um tempo curto considerando o segmento da vitivinicultura. Mas nem sempre foi fácil. Logo que assumiu a presidência da vinícola, em 2008, ela enfrentou a surpresa de um cliente quando, ao receber sua visita, afirmou que vinho era, sim, negócio de homem.

– Eu não acreditei que estava escutando aquilo. Acho que está na hora de fazer uma outra visita para ele – diz, no tom doce mas firme que caracteriza sua maneira de gerir o negócio idealizado pelo pai, Dilor, falecido logo depois da audaciosa construção.

Mesmo com o sucesso comprovado, a combinação mulheres e vinho ainda não é comum: entre as 35 vinícolas associadas à Vinho de Altitude – Produtores e Associados, apenas três delas (Villa Francioni, Monte Agudo e Santo Emilio) têm mulheres à frente. Mas que a doçura de Daniela não engane. A filha número 3 de Dilor e Therezinha Freitas é determinada, dinâmica e dedicada aos estudos: depois da graduação em Direito na Universidade Mackenzie, em São Paulo, seguiu para uma série invejável de pós-graduações: Economia na USP, Direito Empresarial na Mackenzie, Direito Econômico e Empresarial na FGV, e Direito Comparado em Harvard. A mudança de rumo dos escritórios e conselhos administrativos das outras empresas da família (que vão do segmento cerâmico ao imobiliário) para o mundo do vinho agradou: diferente do que se pode imaginar, ela não toca a vinícola apenas em nome do pai, mas tomou gosto pelo mundo dos vinhos.

– Eu aprecio vinho. Mas o que mais me atrai é o negócio em si, a administração, o envolvimento social que isso traz e o que a vinícola representa aqui para a região. Desde a época do pai, ele queria que a Villa fosse um referencial para o desenvolvimento de um polo de vitivinicultura de alta qualidade. Nosso foco hoje não é o crescimento da produção em si, mas o aprimoramento do vinho e do caráter turístico da vinícola – destaca a empresária de 51 anos.

É pensando justamente no turismo e em receber ainda melhor o visitante que Daniela contou à coluna que em breve inaugura três novas operações dentro dos domínios da Francioni: um wine bar, um restaurante e uma pousada. Parece que quando Dilor batizou a vinícola em homenagem a mãe, a imigrante italiana Agripina Francioni, já intuia o destino do negócio, fadado a florescer sob o comando feminino.

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Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/whatsup/2015/10/11/terroir-feminino-presidente-da-villa-francioni-daniela-de-freitas-comemora-os-10-anos-da-vinicola/?topo=67,2,18,,,77

Vinícola Villaggio Grando agora com vendas de vinho on-line

Vinícola Villaggio Grando acaba de lançar o seu primeiro portal e-commerce com vendas on line de vinhos para todo o Brasil. Criado na modalidade B2B2C da empresa Flexy Negócios Digitais, o portal atende tanto às necessidades da indústria quanto às do varejo, vendendo em lotes para os revendedores e  de forma fracionada para o consumidor final.

“Criamos um site com e-commerce pois entendemos que o futuro é o cliente comprar com agilidade e confiança de onde estiver. No entanto, nossa politica de vendas sempre se deu via representantes e distribuidores, assim sendo, para não prejudica-los colocamos nossos preços ao valor médio de mercado, assim o cliente ganha uma forma a mais de comprar e pode optar por comprar ao preço semelhante em lojas fisicas ou em nossa loja virtual ”, afirma Guilherme Grando, diretor comercial da vinícola.

A empresa também que aproveitar a alta do dólar, que favorece o crescimento do mercado interno de vinhos no Brasil.

Os valores dos produtos da empresa variam de R$ 39 (espumante demi-sec de uva riesling) a R$ 99 (vinho tinto seco do tipo malbec).

A Flexy Negócios Digitais, sediada em Florianópolis, foi apresentada ao mercado em 2013 e atua na área de softwares para e-commerce voltados tanto para atacado quanto para varejo.

A Villaggio Grando, vinícola sediada no município de Água Doce, Santa Catarina, surgiu em 1998. A empresa conta com a maior área de vinhedos do estado, com 50 hectares.

Fonte: Assessoria de Imprensa

“The Times”, de Londres, visita Vinícola Monte Agudo em São Joaquim/SC

O jornalista inglês Graeme Green do “The Times”, de Londres, está em São Joaquim para conhecer e escrever sobre os vinhos finos de altitude produzidos em Santa Catarina. A empresária Marta Dalla Chiesa, da Ecojourneys Brazil, acompanha o jornalista já esteve conhecendo algumas vinícolas da Serra Gaúcha.

No sábado os dois almoçaram na Monte Agudo. No cardápio entre harmonização de vinhos, estão pratos típicos da região, como o entrevero, elaborado pela chef da casa Kathia Rojas Yunis. O mais interessante é que nossas vinícolas começam a ser incluídas pelas operadoras, nos roteiros de enoturismo da América, um grande passo para o crescimento turístico da região.

Fonte: Vinícola Monte Agudo

Geada queima uvas e afeta produção de chardonnay e pinot noir em SC

Variedades tiveram de 10% a 20% da produção perdida, afirma associação.
Produtores chegaram a fazer fogueira para amenizar prejuízos na Serra.

Com o frio e a geada do último fim de semana, uvas que estavam brotando na Serra catarinense queimaram. Segundo a Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude (Acavitis), as espécies chardonnay e pinot noir tiveram entre 10% e 20% da produção perdida. A região produz, por ano, 1 tonelada de uvas, informou a associação.

“Ainda é cedo para falar em valores perdidos. A uva ainda terá uma nova brotação, mas é muito difícil resistir a -4ºC”, disse o presidente da Acavitis, Acari Amorim, proprietário da Quinta da Neve, em São Joaquim. Alguns produtores chegaram a fazer fogueiras para evitar as perdas.

As uvas chardonnay e pinot noir são as primeiras a brotar na Serra, por isso ficam mais suscetíveis ao frio. Conforme o engenheiro agrônomo João Carlos Palmas Júnior, as baixas temperaturas são essenciais para a parreira enquanto ela ainda não tem frutos. Já com as uvas, elas suportam no máximo 10ºC.

“Enquanto ela está em dormência, é fundamental o frio para ter uma brotação uniforme. Quanto mais frio, melhor será a safra. Neste período, no entanto, a uva não resiste”, diz Júnior. Ele ainda explica que as próximas uvas deveriam nascer em 20 dias, quando efetivamente será avaliado o estrago na produção.

Amorim esclarece que as demais uvas plantadas – merlot, sangiovese, cabernet sauvignon, sauvignon blanc, entre outras – não foram afetadas pelo frio, porque ainda não haviam nascido. “Essas duas uvas [chardonnay e pinot noir] sempre sofrem com o frio mais intenso no final do inverno, são uvas difíceis de plantar. Nossa região é reconhecida e premiada pela Sauvignon Blanc, que é na qual mais investimos, é resistente”, completa Amorim.

Outras plantações também foram afetadas
Na agro e vinícola Suzin os prejuízos foram registrados também em outras colheitas. Segundo o sócio e gerente da empresa, Jéferson Luiz Suzin, cerca de 20 hectares de batata  foram danificadas somente em Ponta Alta.

“Elas estavam nascendo e foram perdidas, mas ainda vai ocorrer um replantio. Não é normal isso acontecer no final da temporada, as batatas não resistem a temperaturas abaixo de zero grau”, conta Jéferson. Neste ano, a previsão dele é plantar 100 hectares do tubérculo.

Em outra fazenda da empresa, em São Joaquim, 50% da produção de pêra, cerca de 1 hectar, também foram destruídas pelo frio. Nas uvas, 5% da produção de Pinot Noir sofreu com a geada.

 

Fonte: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/09/geada-queima-uvas-e-afeta-producao-de-chardonnay-e-pinot-noir-em-sc.html

Enoturismo brasileiro é tema de seminário na Expo Milão

Esta será a segunda apresentação do Ministério do Turismo no evento. O objetivo é atrair investidores para projetos em diversos segmentos do mercado de viagens no país

O Ministério do Turismo promove nesta quinta-feira (10), no Pavilhão do Brasil na Expo Milão, na Itália, um seminário sobre Enoturismo, segmento voltado para visitas a vinícolas e degustação de vinhos. A iniciativa é parte da estratégia do governo brasileiro de aproveitar este evento de grande repercussão no mercado mundial de viagens para apresentar produtos e atrair oportunidades de negócios no turismo brasileiro junto a investidores internacionais.

O segmento cresce a cada ano. Segundo a Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), o número de turistas na região do Rio Grande do Sul cresceu 4% de 2013 para 2014 – o que significa 294.966 turistas ao longo do ano. Outras regiões do país despontam nesse segmento, como a Rota do Vinho do Vale do São Francisco, que inclui cidades pernambucanas, como Petrolina e Lagoa Grande; além de baianas, como Curaçá e Juazeiro.

No sul de Minas Gerais o destaque é Caldas e Andradas e na região serrana de Santa Catarina, Lages e São Joaquim; além de cidades do Vale do Peixe e do Vale das Uvas. Recentemente o Espírito Santo, o Paraná e o interior de São Paulo ganharam espaço na produção de vinhos e na proximidade com o turismo.

Brasil na Expo Milão

O seminário de Enoturismo é o segundo realizado pelo Ministério da Expo Milão. Na manhã  de terça-feira, 8, o coordenador-geral do Departamento de Financiamento e Promoção de Investimentos do MTur (DFPIT), Rodrigo Marques, abriu as apresentações sobre ambiente legal e oportunidades de investimento no setor de hotelaria.

O Rio Grande do Norte e Jijoca de Jericoacoara, no Ceará, destinos tradicionais no segmento de sol e praia e na atração de turistas internacionais, foram destaques no seminário sobre hotelaria que reuniu 40 participantes. Além do presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, e do cônsul-geral do Brasil em Milão, embaixador Paulo Cordeiro, estiveram presentes os secretários de Turismo de São Paulo, Roberto de Lucena, e de Jericoacoara, José Bezerra.

Os seminários, coordenados pelo DFPIT, são uma oportunidade também para promover reuniões de relacionamento entre empresários brasileiros e potenciais investidores de vários países. Para os dois seminários foram convidados grupos da Itália e demais países europeus, dos Estados Unidos e da China.

A Expo Milão termina em outubro, sendo que a semana de 7 até 13 de setembro é dedicada ao Brasil. O país está representado em um pavilhão de 4 mil metros quadrados, que abriga exibições, atividades culturais e gastronômicas, seminários, eventos de negócios e de relacionamento.

Fonte: http://www.tribunahoje.com/noticia/154239/brasil/2015/09/10/enoturismo-brasileiro-e-tema-de-seminario-na-expo-milo.html