Geada queima uvas e afeta produção de chardonnay e pinot noir em SC

Variedades tiveram de 10% a 20% da produção perdida, afirma associação.
Produtores chegaram a fazer fogueira para amenizar prejuízos na Serra.

Com o frio e a geada do último fim de semana, uvas que estavam brotando na Serra catarinense queimaram. Segundo a Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude (Acavitis), as espécies chardonnay e pinot noir tiveram entre 10% e 20% da produção perdida. A região produz, por ano, 1 tonelada de uvas, informou a associação.

“Ainda é cedo para falar em valores perdidos. A uva ainda terá uma nova brotação, mas é muito difícil resistir a -4ºC”, disse o presidente da Acavitis, Acari Amorim, proprietário da Quinta da Neve, em São Joaquim. Alguns produtores chegaram a fazer fogueiras para evitar as perdas.

As uvas chardonnay e pinot noir são as primeiras a brotar na Serra, por isso ficam mais suscetíveis ao frio. Conforme o engenheiro agrônomo João Carlos Palmas Júnior, as baixas temperaturas são essenciais para a parreira enquanto ela ainda não tem frutos. Já com as uvas, elas suportam no máximo 10ºC.

“Enquanto ela está em dormência, é fundamental o frio para ter uma brotação uniforme. Quanto mais frio, melhor será a safra. Neste período, no entanto, a uva não resiste”, diz Júnior. Ele ainda explica que as próximas uvas deveriam nascer em 20 dias, quando efetivamente será avaliado o estrago na produção.

Amorim esclarece que as demais uvas plantadas – merlot, sangiovese, cabernet sauvignon, sauvignon blanc, entre outras – não foram afetadas pelo frio, porque ainda não haviam nascido. “Essas duas uvas [chardonnay e pinot noir] sempre sofrem com o frio mais intenso no final do inverno, são uvas difíceis de plantar. Nossa região é reconhecida e premiada pela Sauvignon Blanc, que é na qual mais investimos, é resistente”, completa Amorim.

Outras plantações também foram afetadas
Na agro e vinícola Suzin os prejuízos foram registrados também em outras colheitas. Segundo o sócio e gerente da empresa, Jéferson Luiz Suzin, cerca de 20 hectares de batata  foram danificadas somente em Ponta Alta.

“Elas estavam nascendo e foram perdidas, mas ainda vai ocorrer um replantio. Não é normal isso acontecer no final da temporada, as batatas não resistem a temperaturas abaixo de zero grau”, conta Jéferson. Neste ano, a previsão dele é plantar 100 hectares do tubérculo.

Em outra fazenda da empresa, em São Joaquim, 50% da produção de pêra, cerca de 1 hectar, também foram destruídas pelo frio. Nas uvas, 5% da produção de Pinot Noir sofreu com a geada.

 

Fonte: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/09/geada-queima-uvas-e-afeta-producao-de-chardonnay-e-pinot-noir-em-sc.html

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