Quinta da Figueira – Vinhos made in Florianópolis

Foi publicada no blog de Estela Benetti uma emprevista muito bacana com Rogério Gomes, empresário de Florianópolis que abriu uma vinícola na casa dos pais… e começa a colher os reconhecimentos! Vale a pena conferir!

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É comum abrir uma empresa de tecnologia em garagem. Apple, Microsoft e HP nasceram assim. Mas o empresário de software Rogério Gomes, de Florianópolis, fez o contrário. É consultor e empreendedor na área de tecnologia mas fundou, em 2009, uma vinícola de garagem, a Quinta da Figueira. Um dos vinhos finos elaborados por ele obteve a melhor pontuação no Anuário Vinhos do Brasil 2013.

Como ingressou no mundo do vinho?

Rogério Gomes – Na adolescência eu tomava mais vinho demi-sec. Nunca seco. Em 2005, quando trabalhava em São Paulo na área de software, um colega levou um vinho cabernet sauvignon para um jantar na minha casa e mostrou conhecimento no segmento de vinhos finos. Falei que estudaria o assunto e saberia mais do que ele. Comecei a ler muito e a degustar vinhos. Depois, fui visitar meu irmão nos Estados Unidos e conheci uma loja na qual o cliente elaborava seu próprio vinho.

Quando começou a produzir?

Gomes – Voltei a Florianópolis e, em fevereiro de 2008, eu e um ex-colega fizemos o primeiro vinho no apartamento que eu moro, no Centro. Em 2009, transferi a produção para a garagem da casa dos meus pais, no Bairro Abraão. Em 2010 eles mudaram. Então a casa ficou só para a vinícola.Comprei equipamentos e barricas de carvalho. Já investi cerca de R$ 300 mil. Os vinhos são elaborados com uvas viníferas de São Joaquim.

Como atingiu a melhor nota no Anuário Vinhos do Brasil?

Gomes – Estudei muito e procuro aprimorar o modo de elaboração dos vinhos com base em degustações e avaliações de amigos. Nas últimas três safras fiz três toneladas de uvas cada. A Quinta já lançou sete vinhos, um branco e seis tintos. Ano passado, expus em Brasília onde conheci o editor do Anuário Vinhos Brasil, Marcelo Copello. Ele pediu para enviar uns vinhos para degustação às cegas. O Quinta da Figueira Reserva Perpétua Lote II ficou em primeiro lugar com 90 pontos, o Quinta da Figueira Reserva Perpétua Lote I ficou em segundo lugar com 89 pontos e Quinta da Figueira Miramar 2011 obteve terceiro lugar com 88 pontos.

Por que o nome Quinta da Figueira?

Gomes – Optei por Quinta porque sou descendente de portugueses. A Patrícia, minha mulher, sugeriu figueira em homenagem à figueira da Praça XV.

E para o futuro, quais são os planos?

Gomes – Penso em produzir uvas em São Joaquim e instalar uma vinícola na Ilha para enoturismo. Vou continuar com a vinícola, na área de software e planejo outros negócios, inclusive em chocolates. Quero ser um investidor sequencial.

De que forma a Quinta vende vinhos?

Gomes – A produção é de 2,5 mil garrafas/ano e as vendas são pelo site.

Como atua no setor de software?

Gomes – Sou um nerd. Desenvolvo programas com rapidez. Tenho uma empresa em sociedade com o meu irmão e, em outra, sou sócio do Jaime de Paula, da NeoWay.

Empreendedor

O empresário Rogério Gomes, 40 anos, é graduado em Ciência da Computação na Univali e tem especialização em Inteligência Artificial na UFSC. Até 2000 atuou na área acadêmica. Depois, abriu empresa e se tornou consultor. Atualmente, apesar da série de negócios, está fazendo o curso à distância de Winemaking na Universidade da Califórnia (Davis). O lado empreendedor é familiar. Seus pais, Manoel e Maria Dalva (descendente de alemães de Antônio Carlos) eram comerciantes na Ilha até 2005, com as lojas Focu’s Jeans. O irmão mais velho, Ronei, é engenheiro de automação e trabalha nos EUA. Seu MBA no IMD, na Suíça, foi considerado o melhor do mundo para formação de líderes. O irmão caçula, Ronald, é contador e administrador, fez MBA na Fordham, em Nova York, e é diretor financeiro da Kraft Foods.

Brinde exclusivo

Confiante nas suas habilidades de enólogo já em 2009 Rogério Gomes produziu o vinho que presenteou os convidados no seu casamento com a ortodontista Patrícia Delatorre Gomes. Também planejou com detalhes o rótulo da garrafa de 375 ml, com imagem dos noivos. Agora, trabalha para que a vinícola se torne sustentável para o casal poder investir a poupança na futura casa própria. A intenção é aumentar a família. Por isso, um dos planos estudados é a entrada de um investidor na vinícola.

Amor à Ilha

Além do nome em homenagem à Praça XV, Rogério Gomes também projeta Florianópolis dando nomes da cultura açoriana aos rótulos dos vinhos. A lista inclui Reserva Perpétua, Ponte Velha, Garapuvú, Miramar e Istepô. O grupo de amigos também ajuda. Recentemente, o presidente da Dígitro, Geraldo Faraco, colaborou com a sugestão do nome Moça Faceira a um vinho merlot, que incluiu até verso do poeta Zininho no contra-rótulo.

Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/estelabenetti/2013/07/06/vinhos-made-in-florianopolis/?topo=67,2,18,,,77

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