[Vinhos de Santa Catarina] Villa Francioni participa da maior feira de vinhos da América Latina

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A 19° Expovinis acontece de 22 à 24 de abril na Expo Center Norte em São Paulo.

A vinícola catarinense Villa Francioni, estará presente novamente em mais uma edição da  Expovinis – edição 2015, num ano emblemático, em que a empresa comemora 10 anos do início da comercialização dos primeiros rótulos. Durante o evento serão oferecidos vinhos para degustação das três linhas de produtos:  VF, Joaquim e Aparados. A empresa,  com sede em São Joaquim, na serra catarinense, lançará durante o evento o VF Chardonnay, Lote III, safras 2013/2014. O rótulo VF Chardonnay, Lote I, foi escolhido como o melhor da categoria em 2006, no Prêmio TOP TEN da Exponivis. Ainda durante o evento, a vinícola estará participando do Prêmio Melhores do Vinho, promovido pela revista Prazeres da Mesa. Durante o coquetel e entrega de prêmios, o vinho Joaquim Tinto safra 2011, será um dos rótulos degustados.

Para a presidente do Conselho da Villa Francioni, Daniela Borges de Freitas, que estará presente no evento, “o momento é oportuno para apresentarmos a evolução de nossos vinhos após uma década de avanços no exigente mercado nacional. A conquista de vários prêmios comprova o reconhecimento do setor à empresa, que tem foco na excelência”

Hoje a produção anual da Villa Francioni fica em torno de 160 mil garrafas, Neste momento, acontece a colheita nos vinhedos próprios da empresa, numa área de 25 hectares, que deve se estender até o final do mês. Os vinhedos estão localizados numa altitude de 1.260 metros acima do nível do mar.

A vinícola

O projeto inovador e diferenciado da vinícola idealizada pelo fundador, já falecido, Dilor Freitas, foi construído em seis níveis, diminuindo as transferências mecânicas.  Os níveis 5 e 4 da empresa são utilizados para a fermentação do vinho que é levado aos andares inferiores naturalmente através da força da gravidade, em tubulações de aço inoxidável. O processo de engarrafamento é todo automático. A colheita é totalmente manual, realizada somente em horários de temperaturas mais amenas, eliminando a possibilidade de fermentação precipitada. Todo processo de produção da vinícola, classificada como boutique, foi idealizada a partir dos melhores processos de regiões produtoras do mundo. E um dos principais objetivos ao longo destes anos também foi alcançado: o fomento ao enoturismo. Em média, por mês, cerca de 3 mil visitantes visitam a Villa Francioni, vindos dos mais diferentes estados e também do exterior. As visitas guiadas acontecem todos os dias do ano, em três horários. Para degustar, conhecer a história e o processo de elaboração dos vinhos, basta acessar ao site http://www.villafrancioni.com.br e fazer a reserva.

Villa Francioni na Expovinis 2015

Data: de 22 à 24 de abril

Local: Expo Center Norte – SP

Stand: Acavitis

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Fonte: Assessoria de Imprensa

Entrevista com fundador da Pericó: empresa estuda instalar vinícola na cidade de São Joaquim

Como avalia a evolução dos vinhos de altitude de SC?
Wandér Weege – Temos o devido respeito pelos produtores de vinhos da Serra gaúcha, com empresas centenárias, cinquentenárias e tantas outras que se modernizaram. Aqui em Santa Catarina empresas, profissionais liberais e cidadãos se estabeleceram para fazer uma pequena, média ou grande vinícola. Todas se prepararam com tecnologias modernas e castas francesas como a Pericó, por exemplo. São vinhedos novos, com equipamentos modernos, técnicas de poda e outras. Nós, da Pericó, quando cortamos um cacho de uva imediatamente colocamos num caminhão frigorífico para ficar gelado porque, em temperatura ambiente, começaria fermentação e prejudicaria a qualidade do vinho. Aprendi uma série de cuidados com especialistas da Itália e da Alemanha. Ainda não temos a vinícola em si. Vinificamos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, dependendo do tipo da uva e do momento.

Quando a Pericó construirá a sua vinícola?
Weege – Temos um projeto, mas ainda estamos em dúvida sobre onde construir a vinícola. Já decidimos que não será dentro do vinhedo. Eu quero fazer no centro de São Joaquim. A outra alternativa é no Parque Malwee, onde temos um turismo gigante. Servimos, por dia, 400 refeições em dois restaurantes. Dá para fazer a cantina lá, mas aí me corta o coração porque a terra do vinho é aqui. Será downtown São Joaquim, onde temos um terreno de 1 milhão de metros quadrados. Uma vinícola com mais um grande jardim que pode virar um parque e até um condomínio. É um projeto de grande envergadura, mas não sei quando vamos decidir e iniciar.

Como estão as vendas de vinhos e espumantes da Pericó?
Weege – Estão bem. Isso é resultado de muito trabalho, perseverança, dedicação, imagem e produtos premiados de Santa Catarina. Eu estou ligado direto nas negociações. Além de Santa Catarina vendemos em São Paulo, Brasília, Curitiba, Salvador e Porto Alegre.

A alta do dólar vai ajudar?
Weege – Os custos para os vinhos do exterior vão aumentar. Esse dólar alto nos faculta exportações. Diversas vinícolas estão mudando rótulos para exportar porque agora está compensando. Nossa competição com o Chile e Argentina é muito grande. E o brasileiro adora vinho importado como se fosse o melhor. As vezes vem coisas que nós já degustamos e, nossa! Tantos os vinhos da Serra gaúcha quanto os de SC são maravilhosos, comparáveis com outros grandes chilenos. O nosso dá de longe em relação a esses de fora. A Pericó tem um projeto para exportar, mas não de momento. Estamos fazendo atendimento do mercado nacional.

E o atual momento econômico?
Weege – A situação está muito complexa, faz com que tudo dê uma parada, em todos os setores. O povo está inseguro.

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Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/estelabenetti/2015/04/04/perico-estuda-vinicola-no-centro-de-sao-joaquim/?topo=67,2,18,,,77

Dica: Vinhos de Altitude de Santa Catarina

A  nova sensação do momento no mundo do  vinho no Brasil , são os vinhos de altitude de Santa Catarina , com as premiações os vinhos de nosso estado tem se destacado neste mercado tão competitivo , fazendo  com que os consumidores por curiosidade busquem conhecer os famosos vinhos de Altitude.

Mais não somente dos vinhos de alta qualidade vem essa fama , mas também dos espumantes premiadíssimos  e de sabores magníficos , infelizmente poucas pessoas conhecem nos vinhos, mais em breve isso ira mudar, com o belo trabalho feito pelas vinícolas em breve esses sabores iram ir mais longe.

Mais como enólogo e sommelier   me vejo na obrigação de difundir o conhecimento de nossos vinhos em âmbito nacional , pois é um grande orgulho para mim, além de ser um profissional da área ser natural desta terra, eis ai um grande orgulho.

VINHOS DE ALTITUDE. O grande diferencial desta região,  é a elevada altitude sobre o nível do mar, mas vamos ver exatamente como e porque essa altitude influi na qualidade das uvas e, consequentemente, do vinho.

Onde exatamente a altitude cria condições especificas de clima para contribuir de forma positiva para a viticultura? Começamos por dizer que, a cada 100 metros que sobe acima do nível do mar, o ar perde 1% de seu carbono, o que, levado para nossa região em questão, significa que no vinhedo catarinense, temos cerca de 10 a 12% a menos desse elemento na sua atmosfera.

As folhas, pela fotossíntese, extraem o carbono do ar para utilizá-lo em seu crescimento; nessa altitude, pelo carbono rarefeito, conforme a teoria acima, o ciclo vegetativo da videira se torna mais lento.

A menor pressão atmosférica, por causa da altitude, junto com uma maior proximidade do sol, provocam uma evaporação maior nas folhas, que, ao eliminar mais água que em altitudes menores, concentram os nutrientes que a videira suga do solo e formam uma seiva rica de alimentação que beneficiará os frutos.

Além disso a proximidade do sol propicia uma atividade acentuada da videira ao longo do dia e um descanso total no frio da noite, favorecendo a concentração dos nutrientes.

A trajetória da vitivinicultura na Serra Catarinense iniciou quando a Epagri, empresa de pesquisa agropecuária do Estado, incentivou a implantação de vinhedos de uvas finas quando constatou a adaptação destas cultivares na Região, iniciando, no ano de 1999, em São Joaquim, o primeiro empreendimento vitivinícola comercial de vinhos finos em Santa Catarina. No ano de 2000, outros empreendimentos iniciaram seus projetos e se sucederam até no decorrer da criação da Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude – Acavitis.

Os vinhos de Altitude , abrange três regiões produtoras: São Joaquim, Caçador e Campos Novos, sendo que os vinhedos estão instalados acima de 900 metros de altitude, com solos pedregosos e de excelente drenagem. O clima temperado seco, com invernos rigorosos e temperatura média anual de 13º C, propicia as condições ambientais necessárias para a produção de vinhos de qualidade diferenciada.

Para não ficar duvidas os vinhos feitos a uma alta altitude  proporciona condições específicas de clima que atuam de forma peculiar e podem contribuir positivamente no potencial da viticultura. Fatores como o solo, índice de raios solares e baixa temperatura são determinantes para acentuar o sabor das uvas vitiviníferas, agregando assim maior valor ao produto. A amplitude térmica nestas condições propicia atividades de vegetação e frutificação mais lentas, o que implica em período mais longo de maturação da uva, com aumento da concentração dos polifenóis, enriquecendo os aromas dos vinhos.

Espero ter esclarecido de uma forma bem simples , o que que significa, este que vem fazendo sucesso por todo o Brasil os Vinhos de Altitude e que sem duvida ainda  tem muito a mostrar nas qualidades de seus vinhos , famosos pela sua forma de pensar fazendo vinhos em pequenas quantidades mais de alta qualidade, na verdade vinhos feitos com muito amor.

Para que você possa escolher os vinhos de Altitude com mais facilidade irei indicar as principais vinícolas.

Vinicolas: Quinta Santa Maria, Pericó, Sanjo, Suzin, Villa Francioni, Villaggio Grando, Villaggio Bassetti, Quinta das Neves, Santa Algusta, Santo Emilio.

Antonio Zanelato – enólogo e sommelier  – SENAC / LAGES

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Fonte: http://saojoaquimonline.com.br/2015/04/10/vinhos-de-altitude-de-santa-catarina/

Enoturismo se consolida na Serra de SC

A alta procura pelas atrações da 2ª Vindima de Altitude, a festa da colheita da uva na Serra catarinense, apesar das chuvas, mostrou que o enoturismo está com base sólida no Estado e vai avançar de forma acelerada como uma nova atividade econômica de valor agregado. O fato de muitos visitantes não terem conseguido vagas para os almoços e jantares harmonizados nas vinícolas é uma prova do potencial para crescer. Mesmo assim, todos puderam aproveitar a festa que teve degustação gratuita de vinhos no centro de São Joaquim, apresentação da Escola Bolshoi, orquestra e coral na praça e pratos típicos em restaurantes locais como entrevero, paçoca com pinhão, frescal, truta, maçã in natura e em calda. A vindima também aconteceu em Treze Tílias, Água Doce e Campo Belo do Sul.

Das 37 vinícolas de altitude da região, 15 estão baseadas em São Joaquim, o que consolida o município como a Capital do Vinho em SC. Conforme o presidente da Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude (Acavitis), Acari Amorim, o objetivo é reforçar a cultura junto com o enoturismo. Por isso, a próxima vindima seguirá a linha da realizada este ano. Segundo o empresário, já são oito vinícolas com estrutura para enoturismo na Serra. Em São Joaquim estão a Villa Francioni, Sanjo, Villagio Bassetti, Leone di Venezia e Monte Agudo. Em Água Doce está a Villagio Grando, em Urupema a Santo Emílio e em Campo Belo do Sul a Abreu Garcia.

– Nós precisamos de mais investimentos  na rede hoteleira, tanto em São Joaquim quanto na região – observou Amorim.

O prefeito de São Joaquim, Humberto Brighenti, destaca que as vinícolas já investiram mais de R$ 600 milhões e são a terceria atividade econômica local.

Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/estelabenetti/2015/03/30/enoturismo-e-consolida-na-serra-de-sc/?topo=67,2,18,,,77

[Vinhos de Santa Catarina] vinho da região será tema de série na TV AL

Através de um pedido do deputado estadual Natalino Lázare (PR), as vinícolas da região de Videira serão tema de uma série de reportagens especiais a serem exibidas na TV AL, que transmite os trabalhos do Legislativo catarinense. A exibição será feita em um programa que mostra o potencial econômico e cultural do Estado e servirá como um resumo do atual cenário que o setor atravessa. A captação das imagens deve ser feita na segunda semana de abril.

O material será produzido após Natalino sugerir um programa de valorização da atividade com a efetivação de diversas ações voltadas ao setor. O primeiro passo foi a criação do Dia dos Produtores de Vinho, já aprovado no plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), sendo que agora o trabalho está focado em ouvir as demandas do setor para serem apresentadas ao governador Raimundo Colombo e ao secretário de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa.

Após elencadas as prioridades, a intenção é apresentar um pacote de medidas que possam oferecer subsídios financeiros e técnicos para que a atividade seja incrementada em todas as regiões do Estado, em especial, o Meio-oeste, que é responsável pela produção de 90% do vinho catarinense.

O objetivo é que o programa atinja do menor ao maior produtor de vinho, como forma de atender as demandas das grandes empresas – que possuem alta tecnologia e já exportam seus produtos – e também os pequenos produtores, empresas muitas vezes familiares e que estão sem amparo governamental para ampliarem seus negócios.

Ainda neste conjunto existem outras frentes de trabalho como a parceria com o Sindicato das Indústrias de Vinho de Santa Catarina (Sindivinho) para a realização de intercâmbios com outros países e ainda um trabalho de aproximação do setor com a Epagri, para que os produtores tenham maior atenção técnica nas propriedades e para que possam avançar na qualidade dos produtos elaborados no Estado.

ATENÇÃO COM A UVA

Diante da crescente demanda de matéria-prima na cadeia produtiva do vinho e do suco, a Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), presidida pelo deputado Natalino, também vai indicar a criação de um programa voltado à produção da fruta.

A intenção é oferecer condições para que os pequenos e grandes produtores possam dar início ao plantio de novos parreirais para que ofereçam condições de atender à forte demanda da indústria do setor, que atualmente se vê obrigada a buscar cerca de dez milhões de quilos de uva no Estado vizinho do Rio Grande do Sul.

Em números, a região Meio-oeste, especialmente nos arredores de Videira, produz cerca de 30 milhões de quilos de uva anualmente. Em outras regiões são mais cinco milhões de quilos, perfazendo uma produção aproximada de 35 milhões de quilos em Santa Catarina. Para atender a produção de suco e vinho, a previsão é de que esta produção tenha que dobrar para que a indústria catarinense não dependa de importação. Outra preocupação faz referência à ampliação desta atividade, já que se as empresas investirem no incremento de sua capacidade produtiva, não há como atendê-las com a atual área de uva plantada no Estado.

Fonte: Assessoria de Imprensa