Estudo mapeia regiões produtoras de vinhos finos de altitude para obtenção de IG

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Características de clima, solo, relevo, cobertura vegetal, manejo dos parreirais, além de aspectos culturais. Tudo isso influencia na tipicidade dos vinhos provenientes das regiões mais altas de Santa Catarina, os chamados vinhos finos de altitude, produzidos a mais de 900m acima do nível do mar. Levantamento feito pela Epagri constatou que atualmente a região conta com 590 vinhedos, que somam 332,35 hectares.

João Felippeto, pesquisador da Epagri, explica que os vinhos finos de altitude produzidos em Santa Catarina têm diferenciais importantes em termos de graduação alcoólica e de polifenóis. “São muito mais estruturados, mais harmônicos, com mais volume de boca, tendem a ser vinhos que podem ser envelhecidos em carvalho sem prejuízo à sua estrutura”, esclarece.

Por todas essas peculiaridades, o setor está solicitando, com apoio da Epagri, a Indicação Geográfica (IG) dos vinhos finos de altitude catarinenses. Essa indicação lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria que os…

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Villaggio Bassetti: Vinhos brasileiros de altitude com padrão internacional

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Com equipamentos vindos da Europa, a vinícola Villaggio Bassetti tem na tecnologia de ponta um dos principais diferenciais para os vinhos de altitude em São Joaquim-SC

A produção de vinhos é um trabalho longo, delicado, cheio de detalhes e com variáveis muito particulares. Há 10 anos, a vinícola Villaggio Bassetti aprimora sua produção de vinhos de altitude com tecnologia de ponta, dedicação e equipe altamente especializada. O resultado pode ser visto ao final do processo, um vinho já reconhecido por críticos da área e que se consolida dia após dia como referência em ‘vinhos de boutique’ no Brasil.

Localizada em São Joaquim, na Serra Catarinense, com condições climáticas peculiares e altitudes que variam entre 1.267 a 1.330 metros sobre o nível do mar, faz com que o plantio de uvas tenha um processo diferenciado. Utilizando equipamentos italianos, cepas e barricas de carvalho francesas, prensa pneumática de última geração e controle de qualidade em todo o processo da vinicultura, a vinícola produz cinco rótulos com produção média de 30 mil garrafas/ano.

Dentro da construção, as únicas peças que vieram para o Brasil especialmente para a Villaggio Bassetti trazem a tecnologia utilizada na Itália – maior pólo vinicultor do mundo: os tanques de aço inox espelhados. Para o enólogo exclusivo da marca, Anderson De Césaro, essa tecnologia é parte de extrema importância no processo de fabricação. Pois os tanques espelhados, de superfície lisa não permite o alojamento de bactérias e com isso não é necessário o uso de detergentes na higienização, que é feita à vapor. “Além disso, o sistema ‘tanque sempre cheio’, garante que a bebida fique perfeitamente preservada independente da quantidade de vinho, sem a necessidade de troca de recipiente”, diz ele.

O verão ameno e seco proporcionado pelas características do terroir, com calor de dia (26º) e frio à noite (6º) faz com que tenha alta carga polifenólica, proporcionando aromas e sabores intensos. “Os nossos rótulos estão muito conectados ao que o novo consumidor de vinho busca. A grande expressão de frutas, corpo agradável (sensação de preencher a boca),o aroma, e sem a acidez exacerbada são características e diferenciais proporcionadas também pelo clima da serra catarinense”, conclui o enólogo, De Césaro.

Respeitando a máxima de ‘dar tudo à uva no campo e extrair o melhor dela na vinícola’, todo o processo é muito criterioso, desde a limpeza dos cachos nos vinhedos até a mesa de seleção de bagos. Os vinhos tintos amadurecem entre um e dois anos nas barricas, e depois de um descanso nas garrafas estão prontos para serem consumidos com a preservação de todas as suas características e os benefícios à saúde, já comprovadas por muitos estudos.

O reconhecimento pelo mercado da qualidade dos vinhos da Villaggio Bassetti leva a vinícola a entrar em uma nova fase em 2015.  Com várias ações programadas para o ano, além de estar preparada para atender vendas diretas ao consumidor final, já está aberta para visitas guiadas explicando o ciclo completo de produção, desde as videiras até a taça. Para grupos é necessário agendamento prévio e aos finais de semana é possível agendar almoço com cozinha regional e harmonização com as pratas da casa. Conta com uma aconchegante loja na vinícola, onde os visitantes podem adquirir todos os rótulos próprios da marca Villaggio Bassetti em embalagens especiais, além da degustação dos vinhos.

 

Os rótulos

Trazidas da França, as videiras são as protagonistas do vinhedo – 80% da qualidade do vinho provém da qualidade da uva. “Por isso, não utilizamos uvas de terceiros e não usamos fertilizantes, somente compostagem própria”, pontua Bassetti. Além disso, anualmente são realizadas análises do solo para a verificação da necessidade de possíveis correções de nutrientes”,continua o proprietário. Cada um de seus rótulos tem uma história e um motivo,seja na escolha dos nomes ou de seus cortes (assemblage).

Primiero

Composição: Cabernet Sauvignon

Características edafoclimáticas: Solos argilosos, baixo PH, declividade alta e excelente drenagem, exposição solar N, invernos rigorosos e verões amenos e secos. Altitude do vinhedo  de1.267 metros sobre o nível do mar.

Elaboração: Colheita seletiva, desengace, seleção de bagas, fermentação alcoólica e malolática integral em barril de carvalho francês de 400 litros, com permanência de 22 meses, estabilização natural e engarrafamento.

Graduação alcoólica: 13,9%

Características organolépticas: coloração grená, aroma de terra, fungos e frutos silvestres, elegante e potente em boca.

Temperatura de serviço: 14°C

Harmonização: carnes vermelhas e pratos condimentados, pede molhos untuosos e suporta bem a estrutura do prato.

Montepioli

Composição: Cabernet Sauvignon e Merlot

Graduação alcoólica: 13%

Características organolépticas: coloração vermelho densa, aromas de frutas vermelhas maduras lembrando compota, potente em boca.

Temperatura de serviço: 14°C

Harmonização: Massas e carnes com molhos de média cremosidade.

Rosé

Composição: 50% Merlot, 50% PinotNoir

Graduação alcoólica: 13,0%

Características organolépticas: límpido, de coloração pêssego à salmão, macio em boca e retrogosto agradável e persistência mediana.

Temperatura de serviço: 9°C

Harmonização: Peixes, frutos do mar, massas com molhos à base de ervas.

Sauvignon Blanc

Composição: 100% Sauvignon Blanc

Graduação alcoólica: 13,6%

Características organolépticas: límpido, de coloração amarelo discreto esverdeado, fresco com nariz de maracujá e leve toque cítrico, lembrando frequentemente lima. Potente e mineral em boca com retrogosto persistente.

Temperatura de serviço: 9-12°C

Harmonização: Carnes brancas e frutos do mar.

Donna Enny

Composição: 100% Sauvignon Blanc

Graduação alcoólica: 13,0%

Características organolépticas: límpido, de coloração amarelo dourado, fresco, aroma de frutas maduras, untuoso. Potente e mineral em boca com retrogosto persistente.

Temperatura de serviço: 10°C

Harmonização: Frutos do mar, queijos, carnes brancas e bacalhau.

 

Serviço:

Vinícola Villaggio Bassetti

Endereço: Rodovia SC 114 Km 64 – São Joaquim / SC

Terça-feira a domingo das 9h às 12h e das 13h às 17h

Para grupos e almoço aos sábados, agendamento antecipado?

Teleatendimento: (49) 9182-8862 ouatendimento@ villaggiobassetti.com.br

http://www.villaggiobassetti.com.br

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Fonte: Assessoria de Imprensa/IEME

Videira/SC vai sediar Seminário Internacional da Uva e do Vinho

Santa Catarina é o quinto maior produtor de uva do país. O Estado tem uma produção de aproximadamente 53 mil toneladas de uva. A maior parte da área plantada no estado concentra-se no Alto Vale do Rio do Peixe, com destaque para os municípios de Videira e Tangará, mas a maior produção de vinhos está no município de Pinheiro Preto.
A produção de vinhos em Santa Catarina se concentra em vinhos comuns, porém de 2009 a 2013 houve um crescimento de 57% na produção de vinhos finos, principalmente nas regiões de altitude. No mesmo período a produção estadual de suco de uva também aumentou 89%.

O presidente do Sindicato das Indústrias do Vinho de Santa Catarina (Sindivinho), Celso Panceri, visitou a Rádio Vitória e comentou sobre a realização do Seminário Internacional da Uva e do Vinho. O evento vai ocorrer durante a Expo Videira, no dia 3 de setembro. O evento contará com a presença da delegação italiana composta de produtores e empresários do setor da vitivinicultura, além de palestrantes com renome internacional. Um dos grandes parceiros na realização do Evento é a FIESC, por intermédio da regional centro norte.

Fonte: http://www.radiovitoriaam.com.br/noticias/economia/3052/videira-vai-sediar-seminario-internacional-da-uva-e-do-vinho.html

Espanhol Pablo Paredes é o novo embaixador dos vinhos brasileiros nos Estados Unidos

Os vinhos e espumantes brasileiros têm um novo embaixador nos Estados Unidos desde o início de julho. A tarefa é do espanhol Pablo Paredes, cuja missão é promover a imagem da bebida nacional no mercado norte-americano, um dos cinco prioritários do projeto Wines of Brasil, desenvolvido em parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Na última semana, Paredes esteve no Brasil, onde foi apresentado à equipe do instituto, em Bento Gonçalves (RS), e visitou vinícolas na Serra Gaúcha e em Santa Catarina.“A impressão foi muito positiva, melhor do que eu esperava. A Serra Gaúcha tem uma geografia perfeita para o cultivo de vinhedos. As vinícolas estão muito qualificadas, com tecnologia igual a de outras regiões produtoras do mundo e muito preparadas para o mercado dos Estados Unidos”, avaliou Paredes, antes de partir para conhecer as empresas catarinenses.

Graduado em Administração de Empresas e em Engenharia Técnica e mestre em Comércio Internacional, o novo brand ambassador tem desde pequeno uma relação com o mundo do vinho. A família dele possui pequenos vinhedos e elabora vinhos na província de Valladolid, no norte da Espanha, na região de Ribera del Duero. Em Miami desde 2012, já trabalhou nos Estados Unidos para vinícolas espanholas de Ribera e de Rioja.

“O consumidor americano tem um nível de educação alto, poder aquisitivo de médio a alto e é interessado em conhecer e aprender sobre novos produtos. Por isso é muito comum o consumo de vinhos by the glass (em taça). Isso é uma ótima oportunidade para os vinhos brasileiros. A cultura do vinho é crescente e o consumo médio per capita é de aproximadamente 15 litros por ano”, explica, acrescentando que as variedades tintas Merlot e Cabernet Sauvignon e a branca Chardonnay são as mais apreciadas.

Os Estados Unidos são o único país entre os cinco prioritários do Wines of Brasil que conta com um profissional dedicado a trabalhar na promoção dos vinhos e espumantes brasileiros. Os outros mercados alvo são Alemanha, Países Baixos (Holanda), China e Reino Unido. A função foi criada em 2013.

Sobre o Wines of Brasil

O Wines of Brasil é desenvolvido desde 2004 pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Atualmente, 30 vinícolas participam do projeto, cujo objetivo é promover a imagem dos vinhos do Brasil no mercado externo. Mais informações podem ser obtidas nos sites http://www.winesofbrasil.com e http://www.ibravin.org.br.

Fonte: Apex-Brasil

SC tem 590 regiões produtoras de vinhos finos de altitude

Características de clima, solo, relevo, cobertura vegetal, manejo dos parreirais, além de aspectos culturais influenciam na tipicidade dos vinhos provenientes das regiões mais altas de Santa Catarina, os chamados vinhos finos de altitude, produzidos a mais de 900m acima do nível do mar. A Epagri fez um estudo que constatou que a região conta com 590 vinhedos, que somam 332,35 hectares.

Por todas essas peculiaridades, o setor está solicitando, com apoio da Epagri, a Indicação Geográfica (IG) dos vinhos finos de altitude catarinenses. Essa indicação lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria que os distinguem dos demais produtos de igual natureza disponíveis no mercado.

Para gerar as informações necessárias à solicitação da IG, o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia da Epagri (Ciram) desenvolveu, entre 2008 e 2013, o projeto Caracterização e Análise dos Vinhedos de Altitude de Santa Catarina. O projeto analisou e caracterizou o ambiente onde a vitivinicultura de altitude está inserida, reunindo dados que comprovam a excelência, exclusividade e diversidade de clima, solo e relevo dessas regiões para produção desses vinhos.

Segundo o pesquisador da Epagri/Ciram Luiz Fernando Vianna, os resultados indicaram a possibilidade de uma sub-regionalização das regiões de altitude. “Foi possível identificar diferenças nessa grande região de altitude, que ocupa um terço do território catarinense”, esclarece Vianna. Essas diferenças estão relacionadas, principalmente, à temperatura, volume e distribuição da chuva, total anual de horas de sol e amplitude térmica.

Por um cadastro das coordenadas dos vinhedos com GPS, a Epagri fez um levantamento de dados agronômicos (variedade, porta-enxerto, data de plantio e sistema de plantio), fisiográficos (altitude, declividade do terreno, orientação da encosta), climáticos (temperatura, chuva, horas de sol, amplitude térmica) e pedológicos (física e química de solos). De acordo com o regulamento da Associação Catarinense de Produtores de Vinhos Finos de Altitude (Acavitis), a produtividade máxima nos vinhedos deve ser de 6.000L/ha, o que confere à área levantada em 2013 um potencial produtivo máximo de 1.994.100 litros por safra.

O estudo constatou ainda que os vinhedos estão distribuídos em 13 municípios, com destaque para São Joaquim e Água Doce, que possuem as maiores áreas plantadas. Os mais antigos foram plantados no fim dos anos 90, mas o período de maior expansão foi entre 2002 e 2006. Há 43 variedades de uvas cultivadas, mas as mais comuns são Cabernet Sauvignon e Merlot, entre as tintas, e Chardonnay e Sauvignon Blanc, entre brancas.

Mesmo com vinhedos plantados em ambientes variados, percebeu-se uma preferência por locais com altitude entre 1.100 e 1.300m, com relevo suave ondulado ou ondulado e com encosta orientada para norte, nordeste ou noroeste. Climaticamente, as baixas temperaturas são o principal diferencial nas regiões de altitude em relação às demais regiões do Brasil. Os vinhedos estão plantados em locais com temperatura média anual que varia entre 12 e 18ºC, e tanto a amplitude térmica quanto as horas anuais de sol são consideradas suficientes para completar o ciclo de todas as cultivares.

 

Fonte: http://www.bandsc.com.br/canais/economia_/sc_tem_590_regioes_produtoras_de_vinhos_finos_de_altitude_.html

Vinhos catarinenses serão servidos em eventos da Embratur

Um grupo de estudos, estabelecido pela Secretaria de Turismo de Santa Catarina trabalha na seleção de vinhos catarinenses, que serão servidos nos eventos da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo). Nos últimos 15 anos, a entidade utilizou somente rótulos gaúchos nos seus encontros. A intenção do Estado é dividir o fornecimento ao meio com os vizinhos do Rio Grande do Sul. As tratativas começaram durante a Vindima de Altitude, realizada em março, em São Joaquim.

Produção anual no Estado é de 1 milhão de garrafas e resulta em 2.000 empregos diretos
Para levar os vinhos do Estado aos eventos realizados pela Embratur pelo mundo afora, a Secretaria de Turismo do Estado faz movimentos em parceria com a Acavits (Associação Catarinense de Vinhos Finos) e Sindivinhos (Sindicato das Indústrias de Vinhos de Santa Catarina). “Nossa intenção é fazer que o enoturismo seja um dos indutores da manutenção do fluxo turístico da temporada de inverno. Esse projeto está vinculado ao projeto SC Rural”, disse o secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Filipe Mello, ao ressaltar que a forma de produzir vinho na Serra catarinense se assemelha ao modelo da Toscana, na Itália. A equipe do governo trabalha na aquisição de alguns dos 150 rótulos produzidos no Estado.

De acordo com o presidente da Acvits, Acari Amorim, os vinhos catarinenses são utilizados nos eventos da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Santa Catarina) e da ACM (Associação Catarinense de Medicina). A área de plantio do Estado é de mais de 600 hectares. A produção anual é de 1 milhão de garrafas e resulta em 2.000 empregos diretos e outros 10 mil indiretos. “A procura por vinhos menos alcoólicos é uma tendência mundial. Nossa bebida é semelhante à europeia porque harmoniza muito bem com a gastronomia”, destacou Amorim, ao salientar que os vinhos catarinenses têm em média 12,5 % de teor alcoólico, enquanto os chilenos, por exemplo, tem 14%.

Quer conhecer a produção de vinhos catarinenses de perto?

Em São Joaquim, na Serra Catarinense, as vinícolas da cidade abrem as suas portas para que os turistas conheçam o processo de produção. O mesmo acontece na cidade de Água Doce, na vinícola Villaggio Grando.

 

Fonte: http://destinosc.com.br/inverno2015/noticias/79325/