Dicas para brindar o inverno catarinense

Enoturismo é uma das opções para quem quer subir a Serra neste inverno

Os cientistas confirmam que o consumo moderado de vinho é bom para a saúde. Na França, uma lei coloca a bebida como patrimônio cultural e gastronômico do país. Mas não é preciso viajar para tão longe para degustar produtos de altíssima qualidade. Em Santa Catarina é possível conhecer uma grande variedade de uvas e vinícolas com produtos premiados. A experiência enogastronômica se completa em cenários que mais parecem de filmes.

Se o seu roteiro de viagem de inverno não inclui um passeio pelo interior do Estado, ainda dá tempo de se organizar para conhecer a rota dos vinhos. As  vinícolas oferecem deliciosas opções, além dos tradicionais programas de visitação, entre elas: degustação de vinhos nas cavas, piqueniques, almoço ao ar livre com cardápios regionais e até mesmo a sabragem, a famosa técnica de abrir a garrafa de espumante com um sabre. Escolha o roteiro e faça o agendamento prévio para garantir a sua vaga.

Conheça algumas opções:

Jantar harmonizado

A vinícola Monte Agudo, em São Joaquim, oferece almoços e jantares harmonizados todos os finais de semana. Para isso, basta fazer a reserva e não é necessário ter um grupo fechado. O menu, renovado mensalmente, oferece duas opções de entrada, dois pratos principais e duas sobremesas. O cliente escolhe uma opção de cada e, é claro, o grande acompanhamento da noite é o vinho produzido pela Monte Agudo. “Tentamos valorizar sempre a comida serrana ou campeira acompanhadas do toque da nossa chef”, afirma a sommelier e dona da vinícola, Carolina Rojas Ferraz. Pensando na tendência  bed and breakfast (do inglês, cama e café da manhã), muito comum na Europa, a vinícola está em fase final de construção de uma casa em que oferecerá quartos para alugar aos clientes que desejarem pernoitar perto do parreiral.

Passeio pela história

A vinícola Panceri, localizada em Tangará, no Meio Oeste, recebe visitantes durante todo o ano. O passeio consiste em uma visita guiada pela estrutura da vinícola, bem como a degustação dos produtos e o ingresso para o museu da Vitivinicultura Catarinense, que fica a 200 metros da vinícola e conta os cem anos de história da atividade no Estado. A visitação acontece de segunda a sábado, das 8h às 12h e das 13h30 às 18h. Aos domingos, feriados e nos demais horários, é necessário agendamento prévio.

Qualidade da altitude

O principal diferencial dos vinhos de altitude é o tempo de amadurecimento da uva, que por causa das características do solo e clima tornam a frutificação mais lenta, o que implica em um período mais longo de maturação do fruto, com aumento da concentração dos polifenóis, que enriquecem o aroma dos vinhos. Em Santa Catarina, a produção de vinhos de altitude é relativamente nova, mas é considerada de boa qualidade pelos especialistas. São vinícolas recentes, com pouco mais de dez anos, que produzem excelentes bebidas e oferecem infraestrutura adequada para a produção do vinho, que exige cuidados especiais para manter seu padrão. As principais uvas produzidas são cabernet sauvignon, merlot e sauvignon blanc, além da chardonnay e viognier.

Fonte: http://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/186730-destino-sc-da-dicas-para-brindar-o-inverno.html

 

Brasil expande produção de vinho, mas mapeamento ainda é deficiente

Mesmo com a concentração na região Sul, país tem novos polos de fabricação; levantamento nacional, no entanto, ainda pode estar distante

O mapa da produção brasileira de vinhos finos (elaborados a partir de uvas viníferas de origem europeia) se expande atualmente para muito além das fronteiras da Serra Gaúcha, seu terroir mais tradicional e conhecido, e de onde ainda sai mais de 90% do vinho fino nacional consumido no país. No entanto, uma consulta aos dados da produção brasileira de uvas e vinhos do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) revela um perfil bem menos abrangente – limitado basicamente ao Estado do Rio Grande do Sul, sede do órgão que coordena as ações do setor no país. Por que isso? Antes, uma breve panorâmica do que se faz hoje no país em matéria de vitivinicultura.

Atualmente, no Rio Grande do Sul mesmo, novos polos vitivinícolas conquistam espaço com vinhos premiados em concursos nacionais e internacionais, como a Campanha, no extremo Sul do Estado, fronteira do Brasil com o Uruguai e a Argentina, a Serra do Sudeste, o Alto Uruguai e os Campos de Cima da Serra, ao Norte, na divisa com Santa Catarina.

Embora dentro do mesmo Estado, são terroirs completamente diferentes em topografia, solos e microclimas, e seus vinhos já apresentam características distintas, mesmo quando elaborados com as mesmas variedades de uvas. É para essas essas novas regiões, com verões mais secos e terras mais planas (adequadas à mecanização) e baratas, aliás, que muitas cantinas da Serra, como Miolo, Salton, Valduga ou Lídio Carraro estão expandindo seus vinhedos.

A verdade é que produção de vinhos finos, no Brasil, há muito deixou de ser monopólio do Rio Grande do Sul. Produtores de outros Estados vem investindo em vitivinicultura com sucesso. Para isso, buscam variedades mais adaptáveis às condições de solo e clima de cada região, e desenvolvem técnicas de manejo adequadas à produção de uvas viníferas (próprias para a elaboração de vinhos) de alta qualidade em suas terras. Dois exemplos: a irrigação de vinhedos da casta Shiraz (ou Syrah, como é chamada na França, sua terra natal), no Médio Vale do São Francisco (divisa da Bahia com Pernambuco), e a poda invertida (desbaste das videiras no verão e colheita no inverno) no Sul de Minas Gerais.

O Planalto Serrano Catarinense, a mais de 1.300 metros de altitude em relação ao nível médio do mar e com invernos gelados, é hoje um importante pólo vitivinícola especializado na produção dos chamados vinhos de altitude. Em torno de municípios como São Joaquim, Água Doce e Videira, empresários de importantes segmentos da economia catarinense, como a indústria têxtil, a construção civil ou a indústria de plásticos para embalagens, investem pesado em vinhedos e vinícolas modernos, e seus vinhos elegantes e criativos já começam a chamar a atenção de críticos nacionais e estrangeiros.

Destacam-se, nesta região, os vinhos das casas Villa Francioni, Krantz, Villaggio Grando, Pericó e Santa Augusta . A Pericó lançou há alguns anos o primeiro icewine (vinho elaborado com uvas sobremaduras congeladas) e a Santa o primeiro vinho biodinâmico brasileiro (elaborado sem o uso de agroquímicos e em harmonia com as fases da Lua e com os ciclos natureza, conforme a filosofia do pensador alemão Rudolf Steiner), o IMorTali – ambos criações do enólogo e engenheiro agrônomo gaúcho Jefferson Sancineto Nunes.

Mais acima no mapa do Brasil, no Estado do Paraná, há outro polo vitivinícola emergente, localizado no município de Toledo, onde a vinícola Dezem, com seus 11,5 hectares de vinhedos, elabora cerca de 40 mil litros de vinhos finos por ano.

No Estado de São Paulo, em torno de São Roque, onde havia tradicionalmente produção de vinhos coloniais, elaborados com uvas americanas (Niágara, Isabel, etc), a Vinícola Góes produz atualmente vinhos finos com a uva Cabernet Sauvignon. Em Espírito Santo do Pinhal, tradicional polo cafeeiro, outra vinícola, a Guaspari, prepara o lançamento de vinhos elaborados a partir das castas Syrah e Sauvignon Blanc.

A dobradinha vinho-café ganha força também no Sul de Minas Gerais. Descontentes com os preços do grão, e orientados por técnicos da Epamig, a empresa estadual de pesquisa agropecuária, cafeicultores de Diamantina, Caldas, Varginha, Três Corações e Três Pontas investem com entusiasmo na vitivinicultura. O pesquisador da Epamig Murilo Albuquerque Regina é um entusiasta da vitivinicultura regional. Ele mesmo produziu um dos primeiros vinhos finos locais, o Primeira Estrada, um tinto elegante e de bom corpo elaborado com a uva Syrah, casta que tem apresentado os melhores resultados na região, ao lado da também francesa Sauvignon Blanc.

A tradicional fazenda cafeeira Capetinga, de Três Pontas (MG), também já tem o seu Syrah, que recebeu o nome de Maria, Maria – homenagem ao cantor e compositor Milton Nascimento, filho ilustre do município. Como chove muito no verão e faz bastante calor no inverno, os produtores locais inverteram o manejo da videira: podam em março/abril e colhem em agosto/setembro. Os resultados têm sido animadores.

Há, também, produção em pequena escala de vinhos finos em Goiás, no Rio de Janeiro, na Bahia (Chapada Diamantina) e no Maranhão. Mas, fora dos limites do Rio Grande do Sul, nenhuma outra região brasileira possui uma vitivinicultura tão antiga e consistente, em termos de área cultivada e volume de produção, como o ensolarado Médio Vale do São Francisco.

Por lá, desde o início da década de 1980 municípios como Juazeiro e Casa Nova, na Bahia, ou Petrolina e Lagoa Grande, em Pernambuco, grandes projetos vitivinícolas nacionais e estrangeiros, como o da Fazenda Ouro Verde (controlado pelo gaúcho Miolo Wine Group) e o da Dão Sul (grupo português) elaboram vinhos finos de qualidade. Os destaques são as uvas Syrah e Moscato – cultivadas com irrigação, o que permite até 2,5 safras por ano. A região – tradicional produtora de uvas de mesa, manga e outras frutas para exportação – já abriga mais de 800 hectares de vinhedos em plena caatiga nordestina.

Contudo, se o mapa vitivinícola do Brasil é muito mais amplo do que se imagina, por que então os dados de produção de uvas e vinhos no Brasil limitam-se basicamente ao Rio Grande do Sul? Embora esses números ainda sejam significativos, dado que o Estado gaúcho detém mais de 90% da produção de vinhos finos do país, é fato incontestável que as estatísticas atuais não refletem a realidade da moderna vitivinicultura brasileira.

O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), que centraliza os números do setor, culpa o governo pela falta de dados. “O Brasil só não tem dados nacionais de sua vitivinicultura porque o Ministério da Agricultura não faz a sua parte”, diz o diretor-executivo Carlos Paviani. Ele esclarece que é o obrigação do Ministério da Agricultura levantar esses dados, mas, segundo ele, isso não tem sido feito.

O dirigente acrescenta que o Ibravin, em conjunto com a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, a Embrapa e a Superintendência do Ministério da Agricultura no RS, já elabora, sistematicamente, o Cadastro Vitícola, com o levantamento da produção de uvas e vinhos do RS, e o Vinícola, com a produção de uvas e vinhos do Estado gaúcho e de vinhos de Santa Catarina. O softwere desse levantamento já foi disponibilizado para o Ministério da Agricultura “há cinco ou seis ministros antes do atual”, diz Paviani, mas não houve interesse por ele.

Para resolver o problema da carência de números mais abrangentes, foi assinada, em junho, uma portaria que cria o comitê de implantação do Mordervitis (Programa de Modernização da Vitivinicultura). Esse programa prevê que o Ministério da Agricultura coordene o levantamento de dados em nível nacional – como já faz com outras culturas. A produção de uvas e vinhos – que é regulada pelo Ministério da Agricultura – passaria a contar, assim, com dados de todos os Estados, e teríamos então um retrato de corpo inteiro da pujante vitivinicultura brasileira.

Fonte: http://revistagloborural.globo.com/Noticias/noticia/2014/07/brasil-expande-producao-de-vinho-mas-mapeamento-ainda-e-deficiente2.html

VINÍCOLA VILLA FRANCIONI LANÇA VINHO JUAREZ MACHADO EM CURITIBA

A vinícola Villa Francioni lança na próxima segunda-feira, dia 28 de Julho, o vinho Juarez Machado, durante a sexta edição da Curitiba Expovinhos, no Parque Barigüi.

O evento apresentará mais de 500 rótulos produzidos em 16 países. O artista plástico catarinense, buscou inspiração em São Joaquim (Santa Catarina), na sede da Villa Francioni, para criar a série de rótulos exclusivos para o vinho que leva o nome dele.

O tema aborda os cinco sentidos (olfato, tato, paladar e visão) além do universo exterior e interior, num total de 7 rótulos diferenciados. A partir das telas pintadas pelo artista, foram feitas as reproduções para os rótulos. Além das ilustrações, Juarez Machado também compôs um poema que está no contra-rótulo de cada garrafa. A elaboração do vinho Juarez Machado coube ao enólogo Orgalindo Bettú, que está na empresa desde a fundação, no ano 2000. O rótulo foi produzido com quatro diferentes uvas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec, a safra é 2007.

O vinho de potente estrutura é complexo e equilibrado, lembra os sabores de café torrado. Permaneceu em estágio mínimo de 15 meses em barris de carvalho francês. O teor alcóolico é de 14%. Harmoniza com carnes assadas ou em molhos bem condimentados. No evento desta segunda-feira, a presidente da Villa Francioni, Daniela Borges de Freitas, estará presente.

Fonte: http://alicevarajao.wordpress.com/2014/07/24/vinicola-villa-francioni-lanca-vinho-juarez-machado-em-curitiba/

Villaggio Grando lança o projeto “ Tenha o seu vinho”

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Vinícola catarinense abre espaço para os apaixonados por vinho, elaborarem a própria bebida, incluindo as uvas preferidas e rótulos personalizados.

O projeto “Tenha o seu vinho”, possibilita a personalização da bebida, tanto para enófilos, associações e até confrarias. Os interessados acertam os detalhes com o enólogo da vinícola, recebem dicas e sugestões caso precisem. Eles tem a liberdade de optar pelas uvas que gostariam de ter no vinho, podendo ser um corte/assemblage ou um varietal e também escolher o tempo de estágio em barricas. O primeiro vinho produzido através do projeto foi para a Fiesc. Ao todo, foram 600 garrafas de vinho personalizadas, com rótulo próprio, o “Frutto del Lavoro”, semelhante ao tinto Innominabile, um corte de sete uvas, com seis meses de descanso em barricas de carvalho francês. Predominaram as uvas as Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Vedot e Cabernet Franc.

Recentemente, a Villaggio Grando também elaborou vinhos personalizados para ADVB/SC, presenteado na posse da nova diretoria. “Nossa ideia é proporcionar aos apaixonados por vinho, a possibilidade de elaborar a própria bebida, conhecendo de perto todo o processo de produção, elaboração e apresentação do produto”, afirma Guilherme Grando, diretor comercial da Villaggio Grando.

A Villaggio Grando é uma das maiores vinícolas de Santa Catarina. Produz cerca de 300 mil garrafas de vinho e espumantes por ano. Localizada em Água Doce, meio oeste catarinense, também coleciona vários premios importantes, como o TOP TEN da Expovinis, com o melhor espumante Rosé Brut em 2013 e Chardonnay em 2009. Além disso, no ano passado o vinho tinto da VG produzido na região de Mendoza, foi eleito o melhor Malbec da Argentina.

O Terroir

O Terroir está localizado na região de Herciliópolis, nos campos de altitude de Santa Catarina em um planalto de características ímpares de solo e clima, próprios para o desenvolvimento de vinhedos que resultam em uvas de características únicas.

Os locais para implantação são escolhidos a partir de inúmeras pesquisas que englobam: ventos, localização, solo, altitude, umidade e, principalmente, adaptação e qualidade da planta e da uva. Com o inverno rigoroso e o clima bem definido para cada estação, é possível uma maturação lenta dos cachos proporcionando colheitas mais tardias, finalizando-as apenas no mês de Maio, para todos os vinhos; com exceção do nosso colheita tardia, colhido em junho após as primeiras geadas o que resulta em vinhos bem estruturados e de vida longa, incluindo os brancos, que podem passar de 6 anos de garrafa, além da produção de álcool natural, fato que ocorre apenas em regiões propícias ao cultivo como esta.
No mais rigoroso inverno brasileiro, as geadas são frequentes e é comum a temperatura atingir -10ºC. Durante o verão a temperatura chega a variar de 30º à tarde para 12º à noite. A amplitude térmica é própria dos locais de clima temperado absoluto.

A região tem precipitação média anual de 1.433mm, com médias mínimas entre março e abril (67mm) e máximas entre setembro e outubro (182mm). A insolação anual varia entre 2.045 e 2.523 horas, os períodos mais prolongados vão de novembro (269h) a janeiro (283h) até março (255h). A umidade relativa do ar média é de 77,3% e a temperatura média é de 14,6º anuais. A média de máximas é 28,6ºC e de mínimas é 3,2ºC (temperaturas absolutas mensais).

A propriedade vive uma incessante construção visando caprichos que vêm estabelecer uma perfeita harmonia entre a natureza e a busca humana pela beleza.

Contato:

Os interessados podem entrar em contato com a vinícola, através do e-mail:comercial@villaggiogrando.com.br, ou pelo telefone, 55 49 3563 1188.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Serra catarinense: Natureza dá espetáculo em Bom Jesus da Serra

Região atrai turismo de contemplação, com seus cânions, cachoeiras e a Serra do Rio do Rastro, além da proximidade com o enoturismo de São Joaquim e arredores

Tanto para quem deseja relaxar em um ofurô com uma taça de vinho ou se aventurar por paisagens deslumbrantes, a Serra Catarinense é um excelente destino de inverno. O turismo de contemplação tem seu exemplo mais genuíno no município de Bom Jardim da Serra – um dos quatro que a Serra abrange, junto com Lages, São Joaquim e Urubici. Seus cânions e a Serra do Rio do Rastro compõem um cenário de rara beleza.

“A paisagem peculiar da serra e dos cânions, o aconchego de cidade com ares de interior em que se consegue desligar e relaxar da vida urbana, a gastronomia típica e o friozinho tornam Bom Jardim da Serra encantadora”, define Meriê Oliveira Ternes Lemos, diretora da agência local Tribo da Serra Ecoturismo.

Para se chegar a esse “presente da natureza” é possível desembarcar no aeroporto de Florianópolis, que fica a cerca de 230 km, ou no de Criciúma, a pouco mais de 70 km de estrada. São caminhos que podem ser feitos de carro, ônibus de linha ou transfers oferecidos por receptivos locais.

Pacata, Bom Jardim da Serra tem pouco mais de 4 mil habitantes. Localizada no topo da Serra do Rio do Rastro, ganhou o título de “Capital das Águas” por conta das várias nascentes que abriga, como a do rio Pelotas – são 14 rios, mais de 30 cachoeiras e cascatas em seu entorno. “No verão, com a temperatura em torno de 27 graus durante o dia, esses são os principais atrativos”, comenta Meriê.

Já no inverno, quando a cidade tem sua alta temporada, os cânions e a serra são o foco dos turistas, que muitas vezes ficam cobertas de branco por conta das geadas e da neve. “Como temos um inverno seco, a melhor visualização dos cânions é nessa época, embora muitos pensem o contrário”, afirma Meriê.

Comida caseira

Segundo a diretora, o turismo na região ganhou força nos últimos cinco anos, com a valorização do ecoturismo.

A cidade ainda tem muito a desenvolver nesse setor, mas oferece hospedagens confortáveis e excelente gastronomia. Entre as opções está um ecoresort, hotéis e pousadas. Os mais badalados são o Rio do Rastro Eco Resort e o Hotel Fazenda Rota dos Cânions. O primeiro, no topo da Serra, está entre os considerados “Roteiros de Charme” e oferece a opção de se ficar em chalé com vista para um lago. “A maioria oferece meia pensão ou pensão completa e, por conta do frio, lareiras no quarto ou na área social, calefação ou aquecedores”, explica Meriê.

A gastronomia até hoje é bem caseira e pode ser saboreada nas churrascarias, que servem também pratos a base de pinhão; nas pousadas ou no restaurante Carvalho, especializado em trutas – peixe típico da região.

Passeie pelos Cânions do Funil e da Ronda

Como o próprio nome diz, o Cânion do Funil tem uma formação rochosa que vai se estreitando, lembrando mesmo o formato do objeto. De acordo com a diretora, chegar até ele é bem mais tranquilo, já que o percurso é quase todo feito em veículo com tração nas quatro rodas, com uma breve caminhada ao final, de pouco mais de 20 minutos. É quando se pode avistar animais típicos da região, como veados, graxains e algumas espécies de pássaros. “Para quem gosta de cavalgadas, que são oferecidas pelos hotéis, esse passeio pode ser feito a cavalo, sempre acompanhado por um guia”, comenta Meriê.

O mais tranquilo de se chegar é o Cânion da Ronda, mas sua vista em nada perde para as dos demais. O caminho é feito totalmente de carro, por isso é o mais indicado para idosos e famílias com crianças pequenas.

A adrenalina está somente nos derrapes e tombos do veículo. Segundo Meriê, da sua borda se consegue admirar até mesmo o litoral sul. “As pessoas sempre relatam que não imaginavam que a vista dos cânions fosse tão fascinante. São paisagens indescritíveis”, diz a diretora.

Os passeios custam de R$ 50 a R$ 150 por pessoa, a depender do cânion.

Cânions são cenários de cartão postal

Sensação de liberdade e de surpresa estão entre os sentimentos dos turistas que chegam à borda do Cânion das Laranjeiras, no Parque Nacional de São Joaquim. O percurso até ele é feito de veículo com tração 4×4 até determinado ponto, de onde se segue a pé em uma trilha por cerca de 1h30. Como há muita lama escura, as agências oferecem bota apropriada e cajado para ajudar o turista a superar os obstáculos do caminho.

Com profundidade que varia de 300 a 500 metros e cerca de 1.500 metros de altitude, o Cânion das Laranjeiras ganhou este nome nos tempos dos tropeiros, que subiam com sacos cheios de laranjas. De sua borda pode-se avistar, em dias claros, vales, montanhas e até mesmo o mar.

E para deixar a experiência ainda mais surpreendente, ao chegar ao topo, a pessoa pode curtir um piquenique com direito a toalha xadrez, bolachinhas caseiras e maçãs, organizado pelo guia.

Majestosa e imponente, serra encanta visitantes

A 1.500 metros de altitude e a apenas 50 km do mar, a Serra do Rio do Rastro oferece 35 km de pura beleza.

Percorrer os 12 km sinuosos da estrada de concreto, com um paredão de um lado e somente abismo do outro, durante o dia, parando em seus mirantes, é um passeio imperdível.

Em dias de céu claro, seu topo descortina cadeias de montanhas, vales, várias cidades e até mesmo o Farol de Santa Marta, em Laguna.

No mirante há o Café Mensageiro da Montanha, onde se pode saborear um chá ou chocolate quente admirando a paisagem.

Segundo Meriê, vale subir a serra também à noite, já que todo o percurso é iluminado e permite uma visão singular do local. “Ainda levamos um espumante para fazermos um brinde”. Surpresa revelada.

 

Fonte: http://www.jornalacidade.com.br/lazerecultura/NOT,0,0,961444,Serra+catarinense+Natureza+da+espetaculo+em+Bom+Jesus+da+Serra.aspx

VINHO “COMENDADOR”, DA VILLA FRANCIONI, BATE RECORDES DE VENDAS E TEM LOTE ESGOTADO

Foi impressionante o recorde de vendas ostentado pelo Vinho Comendador na Casa do Vinho em São Joaquim, nunca nenhum vinho em toda a história da Casa do Vinho teve uma ascensão tão meteórica como foi a aceitação do lote I do Comendador.

Vinificado pela Villa Francioni sob a maestria dos enólogos Orgalindo Bettú e Ney Rassera o vinho recebeu este nome em homenagem ao maior fornecedor dos Vinhos da Villa Francioni em todo o Brasil, o Comendador Vilson Borges, CEO da Casa do Vinho em São Joaquim.

Sendo um vinho raro produzido com as uvas Malbec, Cabernet Franc e Cabernet sauvignon o vinho traz um status de boutique e se tornou competitivo quanto os demais vinhos agradando notavelmente o paladar dos mais assíduos degustadores e compradores desta iguaria.

Foi um dos vinhos mais esperados de 2014. Apenas 1363 garrafas foram produzidas e em apenas um mês seu primeiro lote já estava esgotado. Encontrar e obter uma garrafa hoje no mercado será uma grande raridade que talvez poucos ou nenhum terão a honra de desfrutar.

Porém a Casa do Vinho já prepara uma nova remessa do Comendador que poderá chegar ao mercado já no início de 2015 trazendo o mesmo sabor aveludado e cristalino que somente os mais ousados e performáticos vinhos finos podem oferecer.

Fonte: http://saojoaquimonline.com.br/2014/06/09/vinho-comendador-bate-recordes-de-vendas-e-tem-lote-esgotado

SETOR CONQUISTA PROGRAMA DE MODERNIZAÇÃO TECNOLÓGICA DA VITIVINICULTURA PARA A REGIÃO SUL

Modervitis busca promover competitividade do setor por meio da atualização de vinhedos e da estrutura física das empresas nos polos tradicionais de produção

Criar condições de sustentação, aprimorando a competitividade da cadeia produtiva vitivinícola, nas regiões tradicionais de produção. Esse é o objetivo final do Modervitis, programa proposto pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e pela Embrapa Uva e Vinho que busca a modernização física e tecnológica de produtores e processadores de uva. A portaria que cria o Comitê de Implantação e gestão do programa foi assinada na tarde desta quinta-feira (5), pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Na ocasião, foi realizada a apresentação do Balanço da Politica Industrial do Rio Grande do Sul pela equipe do governador Tarso Genro, com participação do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Carlos Weinschenck de Faria.

O Modervitis conta com a participação dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério de Ciência, Tecnologgia e Inovação (MCTI) com apoio de diversas outras instituições federais. “O Rio Grande do Sul tem vinhos muito competitivos, de qualidade. Este protocolo assinado hoje qualificará ainda mais a produção, desde a produção de uvas até a elaboração de vinhos com apoio do BNDES. O setor está em crescimento e tende a crescer ainda mais com o Modervitis”, discursou o ministro Borges, lembrando que o programa abrange também os estados de Santa Catarina e Paraná.

Após a fase de estruturação do plano, com a realização de diagnóstico, estabelecimento de objetivos e metas, o programa foi incluído no Plano Brasil Maior. “Investimos muito tempo no encaminhamento do projeto em Brasília, pois tínhamos uma dificuldade de fazer com que o governo compreendesse a importância e abraçasse o projeto. Em virtude de seu viés estruturante, há a dependência de apoio governamental para viabilizar o projeto”, explica o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e assessor técnico do Ibravin, José Fernando da Silva Protas.

O Modervitits foi criado tendo em vista a defasagem tecnológica na produção da uva, em especial para a produção de vinho de mesa e suco, assim como no processamento por parte de empresas vinícolas instaladas nos polos mais antigos e tradicionais de vitivinicultura. “Essa situação está cada vez mais evidente diante de um mercado com competitividade em escala mundial, podendo em médio prazo inviabilizar todo um sistema baseado na agricultura familiar estabelecido nestas regiões”, observa o diretor-executivo do Ibravin Carlos Paviani.

Por isso, a meta final é adequar a matéria-prima e a estrutura tecnológica de processamento para obtenção de produtos com padrões de qualidade e competitividade internacional. Entre as metas previstas no programa está a modernização de vinhedos, aumento da produtividade média dos parreirais de uvas, elevação do teor de açúcar (grau brix), redução do número de variedades comerciais produzidas, disponibilização de assistência técnica aos participantes do programa, oferecimento de linhas de financiamento para modernização física e tecnológica das vinícolas e o aumento da capacidade de estocagem.

Protas destaca que o programa promoverá uma melhoria na gestão setorial em virtude de a adesão se dará a partir de um estabelecimento contratual entre viticultores e as vinícolas. “De um lado os viticultores se comprometem a realizar a produção dentro de padrões técnicos de qualidade e, de outro, os empresários se comprometem a adquirir a produção contratada aos níveis de preços previamente estabelecidos, tendo como base de referência o preço mínimo estabelecido pela Conab”, complementa o pesquisador.

O Programa de Modernização da Vitivinicultura (Modervitis) está integrado ao Plano Brasil Maior e conta com o aval e apoio de diversos Ministério e órgãos públicos envolvidos. Com a premissa de traçar diretrizes para uma nova política industrial, tecnológica e de comércio exterior, o plano tem entre seus objetivos o fortalecimento da competitividade das cadeias produtivas brasileiras, dentre elas a do setor vitivinícola.

Objetivos do Modervitis:

  • Modernização de vinhedos de cultivares americanas e híbridas, assim como de cultivares Vitis vinífera;
  • Elevação da produtividade média dos parreirais com cultivares americanas e híbridas;
  • Elevação do grau médio (Brix) das uvas americanas e híbridas a das uvas viníferas produzidas;
  • Redução do número de variedades americanas e híbridas produzidas comercialmente;
  • Redução da quantidade de uvas americanas e híbridas necessárias para produzir um quilo de suco concentrado;
  • Redução da quantidade de açúcar necessário à prática de chaptalização dos vinhos produzidos;
  • Disponibilização de assistência técnica aos viticultores participantes do programa;
  • Readequação estrutural e tecnológica das empresas vinícolas existentes nos polos tradicionais;
  • Ampliação da capacidade de estocagem das vinícolas estabelecidas nos polos tradicionais;
  • Substituição da estrutura de estocagem em recipientes de madeira, ferro e piletas de concreto, por aço inox.

 

Fonte: http://vinhocatarinense.wordpress.com/2014/06/05/modervitis-busca-promover-competitividade-do-setor-por-meio-da-atualizacao-de-vinhedos-e-da-estrutura-fisica-das-empresas-nos-polos-tradicionais-de-producao-criar-condicoes-de-sustentacao-aprimor/